Scaramella – Tipografia Caligráfica

 

Esta tipografia foi criada como Projeto de Conclusão de Curso para a Universidade Federal de Santa Catarina, que tinha como objetivo desenvolver uma tipografia display para seria disponibilizada gratuitamente para uso em materiais gráficos de projetos, coletivos, blogs, voltados para as causas feministas.

Ela foi criada em cima de uma caligrafia feita a mão, baseado em uma pesquisa dentro de necessidades da comunicação digital feminista.
Obs.: O Link de download se encontra no final desta página, logo acima do botão de apreciar (fica a dica).

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This typography was created as my graduation final project for the Design’s Degree of the Federal University of Santa Catarina (UFSC). The goal was to develop a free typography for feminist projects.
The font was created from a hand calligraphy, based on a research on feminist digital communication.

Mulher tem sobrenome?

Você sabia que 70% da população dos Estados Unidos acha que as mulheres devem adotar o sobrenome de seus maridos, e que 50% defendem que isso deveria ser um requerimento legal. (fonte: Center for Survey Research na Universidade de Indiana)

Desde 2002, aqui no Brasil, já é possível se casar sem adotar o sobrenome do marido e se preferir compartilhar o sobrenome da mulher ao marido.

“Quando casar, pense muito bem antes de dizer algo no cartório, porque a opressão adota formas diferentes. Muitas vezes travestidas de um simples costume.” (SAKAMOTO, Leonardo)

 

Pensando nessas informações, escolhi o meu sobrenome Scaramella como nome da fonte que foi criada.
Eu possuo apenas dois sobrenomes: Scaramella e Silva. Fui criada por uma mãe solteira. Não tenho pai, nem nome de pai. O da Silva era do meu avô, e como ele já havia falecido e se separado da minha avó quando eu nasci não tive contato algum com ele.
Então Scaramella vem de 2 gerações de mulheres da minha família. O que poderia ser normal, mas o mundo acha estranho.

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The name

Did you know that 70% of Americans think women should take their husband’s last name after marriage, and 50% defend that it should be a legal requirement.
“When you marry, think a lot before saying anything in the registry office, because oppression takes different forms. Often transvestites of a simple tradition. “(SAKAMOTO, Leonardo)

​​​​​​​Thinking about that, and the purpose of the font, I chose to name it after my last name. “Scaramella” was passed to me by my mother, and by my grandmother before her. I don’t have a father, and my grandfather was divorced from my grandmother. So my last name comes from the women of the family. Which could be normal, but apparently it is not.

Ela já apareceu por aí:

A fonte apareceu em um post de temática feminista na fanpage do facebook do  jornal  Diário Catarinense, e pode ser visualizado no link:

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The font was utilized by a state newspaper, as seen here:

Mesmo que seu uso não seja feminista, pode baixar a fonte e utiliza-lá à vontade. Sempre com respeito e com seriedade!
Usou para algum fim feminista? Posta aqui seu projeto no comentário.
Obrigada!

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You can download the font in the link below, even if it is not for feminist purposes.
BUT in case you did use it for a feminist purpose.. Tell me in the comments!
Check out my Instagram for other letterings and stuff.
Thank you!

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